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PORQUE ALGUNS ASSUNTOS NÃO SÃO NOTÍCIA?

Pra Cego Ver Regina  loura, com olhos verdes, usa camisa roxa e esta gesticulando com as mãos

Publicado:23-08-17

Colunista- Regina Ramalho, jornalista, jurista, cerimonialista e gestora de comunicação pblica especializada em comunicação estratgica e construção de imagens.
Foto-Edi Sousa e Nalva Lima Studio Artes

 

Você deve neste momento estar engrossando o discurso extremamente popular no atual momento do pas:“Porque a mdia vendida! Etc...”.


Infelizmente! Empresas corruptas e maus profissionais existem aos montes, em todas as reas. Portanto, isso não ou nunca foi privilegio da ‘Grande Imprensa’, menos ainda das pequenas.


Dito isso! Vamos inverter a pergunta:


Sua empresa, seu trabalho, causa, bandeira, etc... Estão prontos para virar notcia?


Se sua resposta foi: Não! Ou ainda: Não sei! Vamos juntos refletir sobre alguns pontos essenciais para que um assunto, ação ou pessoa virem notcias.

Primeiro ponto:
Para sair na imprensa o contedo tem que ser: relevante, os objetivos claros, a informação tem que estar organizada, deve ser embasado em dados e depoimento de quem se beneficie com a ação e ainda exposta por um ‘porta voz’ preparado para transmitir as informações.


Segundo ponto:
Respostas para as perguntas: O quê? Quando? Como? Onde? Por quê? e Quais são as consequências esperadas?


Mesmo feito tudo isso existem alguns temas que ocupam pouco espaço na imprensa. Não por não serem de interesse jornalstico, mas por que são uns verdadeiros ‘vespeiros’, isso , assuntos polêmicos, sem entendimento cientifico, doutrinrio, ou profissional.


Vou citar alguns deles como exemplo (em outra ocasião falamos de outros campos):


O negro, o egresso, o imigrante, a religião, o transexual, a periferia...


Porque? Esses são temas considerados ‘caldeirões’? Porque alm da informação estar muito desorganizada, existem no Brasil, diversas correntes diferentes de pensamento e algumas muito extremistas.


A desorganização x os radicalismo (sem embasamentos prticos e tericos) dificultam a ação de muitos jornalistas srios, competentes e compromissados com as causas sociais.


As pautas não usuais muitas vezes poderiam entrar nos chamados ‘buracos’ das programações dirias em jornalismo, que atualmente por exigir respostas muitos rpidas j não se têm o mesmo tempo para apuração e produção de contedo, que existia no passado. Por isso, exigindo um material de apoio mais pratico e ‘mastigado’.


Portanto, sai na frente s sugestões de pautas que j estão estruturadas, organizadas, com ‘porta voz’. Pois tais, documentos agilizam o processo de apuração e aprovação da pauta e ainda impedem que o jornalista leve um processo de brinde ou tenha sua carreira devastada por não saber qual a terminologia ou abordagem correta a utilizar. Exemplo: Uso favela ou comunidade? O quê diferencia uma da outra? Outro exemplo: Uso egresso ou criminoso? E por a vai o leque de dvidas de como tratar o assunto, e que caso tratado de forma errada pode gerar um processo e at mesmo perseguição.


Vou citar um case pessoal de ‘pauta vespeiro’, contando o ‘milagre’, mas sem revelar o ‘santo’.


Estava eu com um cancelamento de pauta na vspera de uma entrevista que aconteceria ao vivo das 8h s 9h no dia seguinte. Uma verdadeira tragdia para quem têm que entrar ao vivo com um entrevistado.


Na hora do cancelamento por coincidência, estava ao lado de um articulistamembro destes ‘vespeiro que a inclusão de pessoas com deficiência’. Obs: seguimento no qual atuo j h muitos anos e pensei: vou falar sobre o perfil deste ‘facilitador de inclusão’. Os articulistas daquele segmento acharam timo.


Então pedi os contatos de emergência de dois profissionais do meio da dita atividade profissional que tem o dever de promover a inclusão. Mas as indicações tinham compromisso. Pelo Google achamos o contato de um profissional daquele ramo e convidamos para participar do programa e logo depois da confirmação, dois dos indicados retornaram querendo saber outras informações sobre a entrevista.


Um deles, ao saber da confirmação do outro profissional ficou enrolando e não confirmou a participação no programa. Passado o programa o dito me escreve dizendo que: “jamais sentaria na mesma mesa que outro participante”. Informou que ficou espantado da outra indicação ter aceito o convite e tambm do representante da entidade que representa a categoria ter entrado em contato por telefone para participar do dilogo.


Quis entender melhor os motivos para não participar. Fiquei pensando: Como que algum que prega trabalhar pela inclusão se recusa a sentar em uma mesa para dialogar com algum que atua ou pensa diferente. Como um produtor pode lidar com pautas que esbarem na intolerância e não permitam o dialogo.


Nestes casos as pautas findam sendo derrubadas. Porque muitos colegas jornalistas j perderam seu trabalho ou foram processados. Mas disso, pouco ou ningum fala.


Bem, por hora, ficamos por aqui. Mas outro dia voltamos a falar sobre as ‘pautas vespeiros’ etrarei outras dicas sobre como virar notcia.

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