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O que os olhos não veem...

Na edição desta semana professor Wanderley Rodrigues Junior lembra que nos casos de falhas “poder ouvir e julgar”, ainda o melhor caminho para que deseja empreender com mais resultados.  
 
Wanderley 2016Publicado: 21-05-15
Colunista: Wanderley Rodrigues Junior, bacharel em Letras, tradutor e intrprete, coordenou a Academia de Micro-finanças do Banco São Paulo Confia, realizou cerca de 27 mil capacitações em empreendedorismo, micro-finanças e marketing pessoal. Atualmente ministra palestras sobre empreendedorismo, marketing Pessoal e lngua portuguesa para concursos pblicos.
Foto: Edi Souza e Nalva Lima
 
Uma das grandes falhas, mas não por que querem fazê-la, dos empreendedores, julgar antes de reunir as provas e escutar as testemunhas. E não h idade certa para que encontremos verdadeiros juzes com os seus vereditos implacveis. O novo impaciente, não h tempo para anlises demoradas; o mais experiente, por ser justamente assim considerado, acha que j sabe tudo. E não pode ser assim. Um julgamento sem bases dar um tiro no prprio p.
 
Se o colaborador errou, comportou-se inadequadamente, não foi condizente com o treinamento recebido, ou seja, l qual for o motivo, chame-o em particular para uma conversa franca e aberta. Não seja o famoso chefe que não ouve, não analisa, não pondera e s conhece a via da punição com advertências, suspensões e descontos em folha de pagamento.
 
Seja o lder que escuta com atenção para avaliar com ponderação e imparcialidade. Ser justo não se deixar levar pelo sentimentalismo obscurecendo as vias da correção. O colaborador pode ter idade avançada, estar grvida, ser dependente deste nico emprego, não importa: acima de tudo as regras e normas da empresa devem ser respeitadas para que uma ocorrência, mesmo que isolada, não se torne o estopim para o surgimento de uma epidemia de exceções.
 
Por outro lado, o caso em anlise deve se tornar um estudo de consciência e de aprendizagem por parte de quem errou. Deve ser mostrado que aquele fato isolado pode afetar a empresa como um todo, pois a responsabilidade de quem atende na linha de frente sempre bem maior. Esta pessoa a porta e a janela de entrada de quem vem chegando pela primeira e demais vezes ao estabelecimento. a verdadeira estampa, imagem da empresa. O cliente nunca citar o nome do funcionrio especfico, mas se lembrar claramente dos detalhes daquele dia em que a empresa X ou Y lhe fez aquilo e aquele outro desaforo.
 
Espere sempre para analisar com imparcialidade os motivos que levaram quela situação. Ser que não pode ter sido uma falta de treinamento em percepção, conhecimento sobre empatia ou simplesmente em esclarecimentos gerais sobre produtos e serviços? O colaborador j havia sido colocado em situação semelhante e devidamente instrudo sobre como agir em certas situações?
 
Ser que a falha realmente se originou de um momento do colaborador ou de um lapso da falta de uma ação de preventiva do empreendedor que confiou demais em terceiros e não fez a checagem final de sua responsabilidade?
 
Da mesma forma, chances em poder ouvir e julgar se fazem do colaborador para com o seu lder. Criar oportunidades de comunicação entre todos em uma empresa um canal não s de esclarecimentos e reivindicações, mas de uniformizar informações e evitar contratempos em julgamentos desnecessariamente prvios e imprecisos.
Justiça seja feita!