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23 anos da Lei de Cotas

Descrição de imagem: Na foto h um banner com a seguinte inscrição: Vigsimo terceiro aniversrio da Lei de Cotas, pela inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e ao lado um cadeirante olhando para lado. Fim da descrição de imagem. Evento realizado nesta quinta-feira (24/07), na biblioteca Mrio de Andrade em São Paulo, comemora o 23 aniversrio da Lei de Cotas, em ato organizado pela Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo, promoveu uma ação intersetorial com os poderes, o movimento sindical e a sociedade. Mas o que mudou para as pessoas com deficiência desde então? (confira).
 
Publicado-24/07/14
Fonte-Assessoria de imprensada Sert
Texto-Da redação do Pr Trabalhador
Fotos-Edi Souza
 
“Quem diz o que eu posso ou não fazer sou eu”, afirma Marinalva Cruz, supervisora do Programa de Apoio Pessoa com Deficiência (PADEF)do Governo do Estado, em entrevista, exclusiva ao portal do Pr Trabalhador.
 
O ato começou em solenidade realizada no auditrio da biblioteca Mrio de Andrade em São Paulo, com a leitura da “Carta de São Paulo em apoio ao direito ao Trabalho das Pessoas com Deficiência”, pela supervisão do PADEF Marinalva Cruz. 
 
Em destaque o trecho que convida toda a sociedade a vencer os preconceitos e não mais ser obrigada por uma lei a promover a igualdade:“a conscientização dos empregadores de que a contratação de qualquer trabalhador deve ser regida pelo reconhecimento de suas inmeras capacidades e não por impedimentos de natureza fsica, mental, psicossocial, intelectual, comunicativa ou sensorial”(trecho extrado da Carta São Paulo). 
 
Na abertura o superintendente, Luiz Antonio de Medeiros, reforça “Hoje j est provado que as pessoas com deficiência possuem condições de trabalhar em qualquer atividade econômica desde que seja dada a oportunidade e condições”. 
 
O presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Gilberto Frachetta coloca “Mas para que a inclusão aconteça tem que melhorar a qualificação das pessoas com deficiência e tambm a acessibilidade e os meios de transportes da cidade”. 
 
Para o conselheiro Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência, Ronildo Silva fala da importância da união dos poderes “Quando o assunto inclusão ns não divergimos entre ns, trabalhamos para que o ganho seja de toda a sociedade”. 
 
A secretria municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Mariana Pinotti, sonha com o dia que a Lei não seja mais necessria “Desejo participar de um momento que possa me orgulhar e não passar vergonha alheia, isso s ser possvel se trabalharmos juntos”.
 
Representando a Comissão de Acessibilidade do Tribunal Regional do Trabalho, Juza Riva Fainberg Rosenthal, da 8 vara, falou da nova lei (Lei Complementar 142/2013) “A nova legislação garante aposentadoria especial para as pessoas com deficiência intelectual, mental, fsica, auditiva ou visual, avaliado pelo INSS”. 
 
O secretrio Estadual de Inclusão da Pessoa com Deficiência da Força Sindical SP, João Batista da Costa ressaltou “Quero ressaltar o trabalho das centrais sindicais no rompimento da principal barreira que a falta de informação”. 
 
Representando o Espaço da Cidadania, Carlos Aparecido Clemente destacou, “Falta de qualificação não mais desculpa para não contratar pessoas com deficiência, cerca de 10 milhões das pessoas com deficiência hoje possuem o ensino mdio ou superior completos, s isso j bastaria para o cumprimento da lei de cotas”.
 
Mas o que pensam as pessoas com deficiência?
 
O Pr Trabalhador entrevistou com exclusividade Antonio Carlos Barqueiro, 59 anos, deficiente visual, consultor no Laramarae. Ari Colatti, 49 anos ps-plio, iluminador da famlia de msicos Caymmi, ambos prestigiaram o evento. 
 
Pr Trabalhador -Vocês viveram as duas fases antes e depois da Lei de Cotas. O que mudou com a legislação?
 
Barqueiro -Eu j tabalhava antes mesmo da legislação. Acredito que melhorou bastante, mas ainda temos muito o que avançar. Principalmente na informação das empresas e na qualificação das pessoas. 
 
Colatti- Sim. Sou carioca, loiro de olhos claros, quando enviava meu currculo para os shoppings eles at chamavam, mas quando me viam dar dois passos com dificuldades em razão da sindrome ps-polio eu era logo dispensado. 
 
A lei auxilia, mas deixa ainda muitas farpas, a capacitação, o diferencial de jornada de trabalho para quem tem mais dificuldades, como o meu caso que sofro com o sindrome ps-plio. 
 
Onde procurar orientação e oportunidade para inclusão
 
Trabalhadores com deficiência, empresas e profissionais de Recursos Humanos, podem buscar orientação,gratuita com a equipe de especialistastas do Programa de Apoio Pessoa com Deficiência (PADEF), do Governo do Estado.
A instituição oferece em mdia 350, oportunidades por semana. H vagas para diversos setores econômicos, entre eles administrativo, comrcio, conservação e asseio, segurança e alimentação. Os salrios variam de R$ 900 R$1.800 conforme a empresa contratante e função. 
 
Desde 2008, o PADEF desenvolve o trabalho de inserção de pessoas com deficiência por todo estado. 
 
A novidade nos ltimos três anos, tem sido uma participação das cidades e municpios de São Paulo, mais intensa. Segundo a supervisora do PADEF Marinalva Cruz, ocorre um aumento de pedidos de solicitações de PF de aproximadamente 80% “O desafio informar e quebrar as barreiras latitudinais e arquitônicas, alm de mudar a cultura familiar de superproteção”, explica. 
 
“Quem diz o que eu posso ou não fazer sou eu”, afirma Marinalva Cruz, supervisora do Programa de Apoio Pessoa com Deficiência (PADEF) do Governo do Estado, em entrevista, exclusiva ao portal do Pr Trabalhador.
 
“Ainda comum ao preencher a ficha de solicitação de vaga, no campo descrição do cargo, o empregador responder: não pode ser cego, não pode ser cadeirante, não pode ser...”, continua “Mas quem diz o que você pode ou não fazer. Não você?”, afirma. 
 
Segundo a supervisora do PADEF a ideia não julgar, mas abrir espaço e dar as condições necessrias para que os profissionais com deficiência, possam contribuir efetivamente para o bom desempenho e andamento da empresa. 
 
Outra opção o Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), com 648 oportunidades de emprego para profissionais com deficiência ou mobilidade reduzida, das 5.958 abertas no sistema.
 
Os interessados podem optar pelo envio do currculo pelo e-mail: eficientes@prefeitura.sp.gov.br ou comparecer a uma das unidades do CAT com RG, CPF, carteira de trabalho e PIS. A quantidade de vagas veiculadas pela SDTE pode sofrer alterações conforme a procura e o preenchimento das vagas. 
 
 
Outras informações- 
www.empregasaopaulo.sp.gov.br/maisemprego.mte.gov.br 
 
www.prefeitura.sp.gov.br/trabalho ou na Central de atendimento ao Muncipe, 156.